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Archive for the ‘Ouviu Essa?’ Category

Não tem tanto a ver com o jornalismo de games em si, mas acho que é uma ajuda pra qualquer um. Encontrei num fórum e vim aqui dividir essa sabedoria com vocês, que em maioria são machos. Se vocês tem problemas com namoradas ou esposas que odeiam o seu melhor vício, é imprescindível ler este guia.

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Para pensar o review

Não-games são cada vez mais comuns no mundo dos games. Brain Age, Electroplankton e, mais recentemente, flOw são bons exemplos de jogos que fogem das convenções normais e, portanto, exigem outros critérios na avaliação.
Hoje eu trombei com um artigo interessantíssimo que questiona os reviews de não-games pela mídia especializada, usando como motivação o review do site Eurogamer sobre flOw. Vale a leitura (e uma reflexão carinhosa).

Games journalists and The New Games

The review of Flow by Richard Leadbetter on Eurogamer made me think. I’ll start by quoting the last line of the article:

If you’re looking for something more like a conventional game, I’d lop off a mark or two from the final score.

That score being 7 out of 10.

The largest part of the article describes the mechanics of Flow. In terms of objective, avatars, attacks, moves and levels. When it finally arrives at talking about the aesthetics of the experience, it calls the game a tech demo and goes on about HDR, HD and THX as norms to judge beauty by.

I have not played Flow on the PS3. But I have played the Flash version, seen some video footage and read about several players’ experiences with the game. It is quite clear that Flow is not a game like most. That its focus is not on gameplay as such but on a different kind of interactive experience, an experience that inspired its title. I’m happy that games websites report on products like this because I think they are extremely important for the future of the industry. But after reading the review, I’m starting to doubt whether games journalists should be the ones doing this job.

It’s a bit like having sports commentators criticizing a fine art exhibition. Not that I want to make a big issue about Flow being art or something. But it does seem to be designed with different purposes and require a different attitude than that of a games journalist (or a gamer for that matter). Not necessarily so these kinds of games could get better scores. But because their scores might be better motivated. Now it seems too much like judging an opera performance based on the cut of the dress of the soprano. It might be an ugly dress, but that’s hardly the point.

On the other hand, there is a lesson here for us, designers interested in new forms of games. Electroplankton is a similar game with one big difference: it has no traditional gameplay to speak of. Perhaps as a result of this, it doesn’t get criticized quite so negatively as Flow might. Perhaps, games journalists realize that a “pointless” experience like Electroplankton completely escapes their grasp.

This seems like a smart strategy. Stay away from gameplay. Don’t give them anything that would allow your game to be compared to Mario or World of Warcraft. Concentrate on what your game is really about. And leave out the redundant stuff. Even Richard Leadbetter can’t help but admit how good such a thing can be.

It’s disappointingly bereft of content, but I can’t help but like it for what it is, and its mere presence on the XMB often makes me load it up as a distraction during my working day.

They are not made out of stone. They are people. They can be moved.

I hope the future brings us journalists who can actually write a review about that side of their experience. Aren’t there supposed to be “New Games Journalists”? Or has that fad faded? Maybe the New Games Journalists should talk about the New Games. Makes sense to me.

Fonte: blog da desenvolvedora Tale of Tales, focada em projetos interativos com forte aspectos artísticos.

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Semana de fechamento, não me sobra muito tempo para navegar pela net (nem mesmo me dedicar ao nosso “blogalismo de games”.

Mas hoje, ao chegar na editora e abrir minha caixa de e-mails, me deparei com um spam que preciso compartilhar com os amigos da área. Fiquem com o texto, acessem o link adicional que descolei e vejamos se a esta altura do campeonato, realmente precisamos mudar nossa gramática:

Está para entrar em vigor a unificação da Língua Portuguesa que prevê, entre outras coisas, um alfabeto de 26 letras

“A frequência com que eles leem no voo é heroica!”. Ao que tudo indica, a frase inicial desse texto possui pelo menos quatro erros de ortografia. Mas até o final do ano, quando deve entrar em vigor o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, ela estará corretíssima. Os países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste terão, enfim, uma única forma de escrever.

As mudanças só vão acontecer porque três dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram as regras gramaticais do documento proposto em 1990. Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e esperavam a terceira adesão, que veio no final do ano, em novembro, por São Tomé e Príncipe.

Tão logo as regras sejam incorporadas ao idioma, inicia-se o período de transição no qual ministérios da educação, associações e academias de Letras, editores e produtores de materiais didáticos recebam as novas regras ortográficas e possam, gradativamente, reimprimir livros, dicionários, etc.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.

Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar as mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

O que muda
As novas normas ortográficas farão com que os portugueses, por exemplo, deixem de escrever “herva” e “húmido” para escrever “erva” e “úmido”. Também desaparecem da língua escrita, em Portugal, o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como nas palavras “acção”, “acto”, “adopção”, “baptismo”, “óptimo” e “Egipto”.

Mas também os brasileiros terão que se acostumar com algumas mudanças que, a priori, parecem estranhas. As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os brasileiro terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.

Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.

O trema desaparece completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.

O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação do “k”, do “w” e do “y” e o acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).

Outras duas mudanças: criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como “louvámos” em oposição a “louvamos” e “amámos” em oposição a “amamos”, além da eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”.

Antônio Houaiss
A escrita padronizada para todos os usuários do português foi um estandarte de Antônio Houaiss, um dos grandes homens de letras do Brasil contemporâneo, falecido em março de 1999. O filólogo considerava importante que todos os países lusófonos tivessem uma mesma ortografia. No seu livro “Sugestões para uma política da língua”, Antônio Houaiss defendia a essência de embasamentos comuns na variedade do português falado no Brasil e em Portugal.

Fontes para comentar o assunto:
William Roberto Cereja – Mestre em Teoria Literária pela USP | Doutor em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) | Professor graduado em Português e Lingüística e licenciado em Português pela Universidade de São Paulo (USP) | Professor da rede particular de ensino em São Paulo | Autor de obras didáticas.

Marcia Paganini Cavéquia – Professora graduada em Português e Literaturas de Língua Portuguesa; Inglês e Literaturas de Língua Inglesa pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) | Pós-graduada em Metodologia da Ação Docente pela UEL | Palestrante e consultora de escolas particulares e secretarias de educação de diversos municípios | Autora de livros didáticos.

Cassia Garcia de Souza – Professora graduada em Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) | Pós-graduada em Língua Portuguesa pela UEL | Palestrante e organizadora de cursos para professores da rede de ensino | Assessora pedagógica | Autora de livros didáticos.

Eis o link para completar o tema

Bom, acho que estamos num momento onde os “vcs, blz e valewz” dizem muito mais para nossa sociedade contemporânea do que esta atualização no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Nada a declarar

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O eterno dilema das notas

Ainda vou fazer um tópico decente sobre notas de jogos em reviews e sistemas de classificação. Enquanto isso, um exemplo do drama que vivemos todos os meses: em seu blog, Dam Amrich, um dos editores-sênior da Official Xbox Magazine americana, dispara o manifesto “I will now fix the review score problem“, ironizando o hábito dos leitores de reclamarem que os avaliadores odiaram o jogo por terem dado nota 7.0, ou amaram o jogo que ganhou 8.0 – aqui vai mais longe: todos estão reclamando da nota 9.5 do Shaaman para God of War II na EGM Brasil 62, como se 9.5 não fosse uma nota que beira a perfeição…

Bem, de volta ao tópico. Um trecho do protesto de Dam:

“Recently OXM took some heat for giving Crackdown a 7 out of 10. OMG WE HATED IT, said the readers. But when OXM gives a first-party game an 8 or above, OMG THEY R TEH BIAS.
So. After careful consideration, here’s the answer:
All games get one of two scores: 7 or 8. As already determined by the audience, 7 means the reviewer hated it. An 8 means the reviewer loved it. There will be no complaining, no arguments about whether a stealth game that gets a 9.8 is actually superior to a shooter game that gets a 9.9. You get a 7 or an 8.”

Quem captou a ironia percebe que ele não está falando sério, apenas criticando a atitude dessa parcela do público que não se dá o trabalho de entender filosofia de avaliação e sistema de pontuação.

Como disse, qualquer hora eu falo mais sobre o tema…

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