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Archive for the ‘Normas’ Category

Como as coisas estão corridas por aqui e fica difícil criar um tópico original, decidi fazer como o Shaaman e reaproveitar um spam que recebi por e-mail. O assunto é internetês, e não poderia ser mais apropriado. Utilizar os famosos “vc”, “blz” e “tb” em fóruns e conversas de messenger é uma coisa; entregar textos profissionais com essas intrusões é inaceitável. Sério, já recebi pedido de trabalho utilizando essa linguagem deselegante.

Fica a dica da professora Leila Mendes.

VC TC AXIM?
Por Leila Mendes*

O uso do internetês é cada vez mais comum no mundo atual e é baseado na simplificação informal da escrita, com o objetivo principal de agilizar a digitação. Na ânsia de se comunicar em um curto espaço de tempo, as pessoas abreviam palavras ao limite do irreconhecível, traduzem sentimentos por ícones e simplesmente renunciam às mais elementares regras gramaticais.

O resultado dessa anarquia comunicativa divide opiniões. O respeitado lingüista inglês David Crystal, autor do livro A linguagem e a Internet, diz que não prevê um futuro desastroso para a gramática por causa da rede; além disso, lembra que a invenção do telefone provocou a mesma desconfiança dos estudiosos preocupados com o risco de uma afasia epidêmica entre os usuários, por incorporarem uma linguagem cheia de hã, hã e alôs. “Eles corriam o risco de perder a capacidade de expressão e sociabilidade e não foi o que ocorreu”, lembra Crystal. Ele faz uma previsão otimista dizendo que o jargão dos chats e dos blogs pode estimular outras formas de literatura e desenvolver o autoconhecimento do jovem.

No entanto, existe o outro lado da história que aborda o uso dessa linguagem em locais não apropriados, como é o caso da escola. Como professora de Língua Portuguesa, percebo o quanto é comum em textos escolares o uso de abreviações como vc (você), hj (hoje), bjs (beijos) e tb (também), entre outros. Os alunos justificam que usam o internetês de forma inconsciente e automática. Por isso, cabe à escola alertar os alunos sobre o vício que pode causar o uso constante desse tipo de linguagem e reforçar que a atitude ideal para evitar essa situação é usar freqüentemente a variante padrão da língua, já que essa sempre será bem aceita. Para isso, seguem algumas sugestões:

· Tenha bom senso, evite exageros.

Se não há como deixar de abreviar certas palavras nos chats ou salas de bate-papo, procure usar as abreviações mais comuns, evite as pouco usadas ou que somente quem tem acesso à Internet conheça.

· Leia bastante.

Quem lê mais, escreve melhor. Pois quem lê tem um vocabulário mais vasto, está em contato com outro tipo de linguagem (além do internetês) e, obviamente, escreve melhor em qualquer situação.

· Conheça a norma padrão de sua língua.

Se você conhece a norma culta da língua será mais fácil usá-la. Quem não conhece está mais propício a usar o internetês em situações indevidas.

*Leila Mendes é professora de Português e Literatura do Ensino Médio do Colégio Paulista (COPI) e pós-graduada pela PUC/SP.

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O tempo não pára

Tempo passaExiste uma coisa que eu sempre gosto de conversar com meus colaboradores: o prazo. O prazo não é uma coisa que existe por que somos chatos. Prazo é algo que deve ser seguido. Aquele dia que o editor marcou para a matéria ser entregue deve ser respeitado acima de tudo, pois ele conta com seus textos para dar seguimento para a revista que ele edita. O prazo é para mim uma coisa muito importante e eu comecei entender o significado desta palavra já na época que eu era freela da SDP. Eu acreditava que o Fabão deveria me achar um chato por sempre estar passando o status dos meus trabalhos. Mas hoje vejo o que eu estava fazendo era uma coisa importante.

Atuar com datas e horas é coisa corriqueira na vida de qualquer um. Você marca uma consulta no médico, hora no cabelereiro, um encontro com sua (seu) namorada (namorado), hora de dormir, hora de acordar. Enfim você determina prazos para tudo, só que de maneira diferente.

Para entender melhor, vamos dar uma olhada no pai dos burros, o seu Aurélio:

Prazo. [do latim placitu ‘agradado’, (subetende-se dies), ‘dia aprovado’.] S. m. 1. Tempo determinado. 2. Espaço de tempo durante o qual deve realizar-se alguma tarefa.

Com isso em mente tenho algumas observações práticas às quais o prazo nunca deve ser atrasado:

Imagine se o médico que vai fazer uma operação no cérebro de uma pessoa com aneurisma e demora dois minutos para estancar uma hemorragia. Será que após as complicações recorrentes à hemorragia o paciente vai falar “Tudo bem!”? Não. Talvez a vítima nunca mais fale!

Imagine se Jack Bauer demorasse apenas duas horas a mais para impedir o ataque nuclear que os terroristas estão planejando. A série 24 Horas mudaria o nome para 26 Horas? Não. Bouer terá que se esforçar para salvar a américa no prazo determinado.

Imagine um jornalista que faz a cobertura do Campeonato Brasileiro de Futebol para a Folha de São Paulo. Você acha que se ele atrasar o texto o editor esperaria um dia para colocar a goleada do São Paulo no 20 de Americanópolis no caderno de esportes? Não. Simplesmente a matéria cairia definitivamente.

Imagine se um político tem que apresentar um projeto de lei que pode mudar a lei dos impostos para o mercado de games. Ele tem até o dia tal para apresentar tal do projeto. Você acha que se acessor atrasar o texto ele vai conseguir apresentar o tal do projeto? Não. Com isso os impostos dos games podem ficar para sempre nos valores absurdos que são. Agora imagine que você é o tal do acessor, e que o editor é o tal do político. Você acha que quem vai levar a culpa pelo seu atraso? O político… quer dizer… o editor.

Imagine um jogo que você espera muito, tipo Metal Gear Solid 4, Halo 3 ou Mario Galaxy. Se este jogo não é lançado no prazo sabe quem é que será prejudicado? Você, o cara que quer jogá-lo. Este é o caso da revista que atrasa quando um texto falta.

O que acontece é que muitos dos redatores contribuintes atrasam os textos que devem entregar. Os motivos são inúmeros: a mãe quebrou a perna, o irmão apagou o save, o computador deu pau, abraçou mais trabalho do que é capaz de realizar.

Não adianta explicar
Infelizmente, não adianta explicar o motivo, pois o prazo já foi para as cucuias. O redator não deve trabalhar para entregar o trampo no dia do prazo, mas sim antes. Isso mesmo, antes. Você tem um texto da EGM Brasil para entregar na próxima sexta-feira? Porque não se adiantar e entregar na quinta, caso tenha os materiais de trabalho?

Tem um texto grande para entregar para a Nintendo World? Não aceite outro trabalho enquanto não terminar este, ou, se aceitar, calcule o tempo que será gasto em ambos os trabalhos.

Aceitou o detondado da SDP? Só aceite outro trabalho se tiver certeza absoluta que vai conseguir conciliar os dois tabalhose sem interfirir na entrega e na qualidade de ambos.

Analise a situação. Veja se será possível entregar os textos no dia marcado. Se não for, então combine para mais adiante. Não deixe o editor esperando pelo seu texto como um boboca.

Sabe uma coisa que dá muito certo? Um Post-it com a lista de tarefas as quais você está envolvido colado em um local visível (monitor, telefone, teclado, mousepad, etc). Organize-se por prioridade e faça um cronograma completo, com horários determinados para cada tarefa.

Para saber a prioridade, basta falar com o editor. Digamos que o Testa tenha lhe passado uma matéria que conte a história de Samus. Você tem o prazo de quatro dias para fazer a matéria. No mesmo dia o Bueno pede um review de Command & Conquer 3. Converse com ambos os editores, saiba qual revista tem prioridade e qual será fechada primeiro. Negocie o seu tempo de trabalho.

Os editores programam para receber os trabalhos passados “para fora”, eles geralmente conversam com os redatores (falo geralmente pois não sei se os outros fazem isso, eu faço).

Exemplos existem aos montes: há alguns meses, perguntei a um de meus detonadores se ele conseguiria me entregar uma estratégia no dia tal. A resposta foi: claro!

No dia tal, eu esperei o texto até as 23:00 horas e nada. No outro dia, não encontrava o rapaz no MSN, tentei ligar na casa dele e nada. O detonado foi chegar exatamente no dia do fechamento da edição. Sabe o que aconteceu? O detonado não entrou na edição. Foi uma correria insana para “tapar o buraco” do tal detonado.

Algumas vezes isso não é perceptível, em outras acontece um desastre e somos obrigados a adiar a entrada da revista na gráfica. Com isso, cria-se uma bola de neve: atrasa o dia que a revista chega às bancas, adia a chegada de dinheiro para a editora, o editor é cobrado por não ter conseguido contornar a situação que dá uma carcada no redator que atrasou o texto.

E se fosse com você?
E se este atraso fosse no dia de SEU pagamento? Você iria gostar? Imagine suas contas, aluguel, pensão do filho, sorvetinho no sábado. Tudo isso sendo prejudicado por causa de um simples atraso. Não! Nem pensar!

AtrasadoO fato é, respeite o prazo. Quando possível adiante. Quando não for possível cumprir o combinado, avise antes, vá atualizando o editor como está o progresso do trabalho. Mas nunca deixe chegar o dia da entrega para dizer que não vai dar para mandar o texto. Em cima da hora ninguém salva o mundo. Ou você acha que todos os editores de todas as publicações do planeta são iguais ao protagonista de 24 Horas?

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