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Archive for the ‘Jornalismo de Games’ Category

Acho que todo mundo por aqui já teve texto engavetado. Você pesquisa, dá o melhor de si e redige um texto com todo o amor e carinho, pra chegar na hora agá e ele sumir.

Os motivos são múltiplos, desde o mais comum “não sobrou espaço” até outros que passam por motivos bem piores, como “você falou mal do nosso parceiro comercial e ele não gostou”.

O negócio é: como vocês se sentem ao ter algo engavetado? Bate aquela sensação emo?

PS: Aliás… esse blog tá precisando de uma ajeitada, hein Fabão?

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Poxa, ao que parece estamos todos muitíssimo ocupados, não? Talvez até mais ocupados do que a gente pensa.

Então tá. Deixe-me iniciar um pequeno debate. Vamos falar de jogos, mas com um âmbito mais profissional. O Fabão mencionou há alguns posts atrás a importância de se ter um acervo mental.

“(…) construir um bom acervo mental é fundamental para se destacar. E um jornalista de games constrói o seu cabedal de especialização… jogando.

Não é necessário jogar toda e qualquer porcaria que sai por aí (se bem que algumas aberrações são importantes pela relevância, como Enter the Matrix ou o novo Sonic the Hedgehog). O importante é se concentrar nos títulos que têm papel de destaque na história dos jogos eletrônicos.”

No texto, ele deu alguns exemplos, como Shadow of the Colossus, Rez e Beyond Good & Evil. Minha proposta com esse post é justamente expandir esse leque de exemplos. Compilar uma pequena e resumida lista de jogos relevantes e importantes para o acervo mental de um jornalista de games.

Quais jogos você considera importantes nesse sentido? Quais jogos você acha que devem ser “jogados e compreendidos”, pois alteram a forma como as coisas são feitas e quebram paradigmas?

De minha parte, eu vou começar citando apenas um (afinal, temos bastante espaço nos comentários para desenvolver a discussão): Katamary Damacy. Por quê? Porque depois de jogar Katamari, você definitivamente passa a olhar os jogos não-convencionais com outros olhos. Ele eleva o padrão. Ele mostra que um jogo pode ser completamente bizarro e diferente, mas ainda assim altamente genial.

Agora é com vocês.

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Como as coisas estão corridas por aqui e fica difícil criar um tópico original, decidi fazer como o Shaaman e reaproveitar um spam que recebi por e-mail. O assunto é internetês, e não poderia ser mais apropriado. Utilizar os famosos “vc”, “blz” e “tb” em fóruns e conversas de messenger é uma coisa; entregar textos profissionais com essas intrusões é inaceitável. Sério, já recebi pedido de trabalho utilizando essa linguagem deselegante.

Fica a dica da professora Leila Mendes.

VC TC AXIM?
Por Leila Mendes*

O uso do internetês é cada vez mais comum no mundo atual e é baseado na simplificação informal da escrita, com o objetivo principal de agilizar a digitação. Na ânsia de se comunicar em um curto espaço de tempo, as pessoas abreviam palavras ao limite do irreconhecível, traduzem sentimentos por ícones e simplesmente renunciam às mais elementares regras gramaticais.

O resultado dessa anarquia comunicativa divide opiniões. O respeitado lingüista inglês David Crystal, autor do livro A linguagem e a Internet, diz que não prevê um futuro desastroso para a gramática por causa da rede; além disso, lembra que a invenção do telefone provocou a mesma desconfiança dos estudiosos preocupados com o risco de uma afasia epidêmica entre os usuários, por incorporarem uma linguagem cheia de hã, hã e alôs. “Eles corriam o risco de perder a capacidade de expressão e sociabilidade e não foi o que ocorreu”, lembra Crystal. Ele faz uma previsão otimista dizendo que o jargão dos chats e dos blogs pode estimular outras formas de literatura e desenvolver o autoconhecimento do jovem.

No entanto, existe o outro lado da história que aborda o uso dessa linguagem em locais não apropriados, como é o caso da escola. Como professora de Língua Portuguesa, percebo o quanto é comum em textos escolares o uso de abreviações como vc (você), hj (hoje), bjs (beijos) e tb (também), entre outros. Os alunos justificam que usam o internetês de forma inconsciente e automática. Por isso, cabe à escola alertar os alunos sobre o vício que pode causar o uso constante desse tipo de linguagem e reforçar que a atitude ideal para evitar essa situação é usar freqüentemente a variante padrão da língua, já que essa sempre será bem aceita. Para isso, seguem algumas sugestões:

· Tenha bom senso, evite exageros.

Se não há como deixar de abreviar certas palavras nos chats ou salas de bate-papo, procure usar as abreviações mais comuns, evite as pouco usadas ou que somente quem tem acesso à Internet conheça.

· Leia bastante.

Quem lê mais, escreve melhor. Pois quem lê tem um vocabulário mais vasto, está em contato com outro tipo de linguagem (além do internetês) e, obviamente, escreve melhor em qualquer situação.

· Conheça a norma padrão de sua língua.

Se você conhece a norma culta da língua será mais fácil usá-la. Quem não conhece está mais propício a usar o internetês em situações indevidas.

*Leila Mendes é professora de Português e Literatura do Ensino Médio do Colégio Paulista (COPI) e pós-graduada pela PUC/SP.

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Como sábado não estarei online, parabéns a todos os profissionais da imprensa que:

• Dedicam a vida a proliferar a informação
• Vivem correndo atrás da informação
• Investigam a fundo seus objetos de estudo
• Apuram a informação conquistada
• Ficam a pensar em novas pautas nos momentos mais inusitados
• Não se limitam a buscar “o que?”, “quem?”, “quando?”, “como?”, “onde?” e “por que?”, mas, principalmente, o “e daí?”
• Atuam com ética, sempre
• Respeitam colegas, veículos, leitores e a própria notícia
• Mantêm a isenção jornalística
• Levam a verdade a público
• Lêem e relêem sua criação antes de levá-la a público
• Enriquecem seu acervo mental
• Aprimoram suas técnicas
• Absorvem conhecimentos
• Produzem com estilo e personalidade
• Se comunicam com as pessoas em todos os níveis
• Cultivam sua rede de informações
• Viram noites trabalhando
• Mas não se esquecem de sua família e amigos
• E, acima de tudo, que são apaixonados pela sua profissão

Nóis se ferra, mas se diverte

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Como jornalista de games, você sabe o poder que têm: é um formador de opiniões. Mesmo que uma parte dos leitores replique, critique e defenda seu jogo amado, a maioria lerá e aceitará a sua análise. Se você disser que é uma porcaria irremediável, seu leitor não passará nem perto; se for um texto de louvor, muitos terão no mínimo um comentário benéfico a fazer numa roda de amigos.

Esse poder também causa uma espécie de medo. Não, não em você. Mesmo que dê aquele frio na barriga soltar um texto polêmico ou falar sobre assuntos delicados, o medo a que me refiro é por parte dos produtores e desenvolvedores de jogos. Afinal, você é a fera que receberá como alimento um trabalho de meses de dedicação. É sob o seu crivo que ele será avaliado e apresentado para vários leitores.

É óbvio que um bom jogo atrairá boas críticas. Quando esse é o caso, seus desenvolvedores não precisam temer (tanto) a mídia especializada. Mas e quando o produto é mediano? Nem todas as empresas têm milhões de dólares para investir em um projeto. Ou quando falta experiência? O mercado é novo e muitos profissionais ainda estão se especializando. Entregar o seu primeiro jogo para um batismo de fogo exige mais que humildade, coragem e confiança. E nesse caso, ter um carrasco invés de alguém que compreende a realidade da produção pode dificultar, ou enterrar de vez, qualquer nova tentativa de projeto.

Isso já aconteceu uma vez comigo. A pauta era fazer análises de alguns jogos de uma empresa nacional. Eu e o editor entramos em contato, mas o pessoal estava muito receoso. Queriam documentos assinados e comprometimento da revista antes de enviarem o material. O que era uma oportunidade para divulgação do trabalho e reconhecimento junto ao público transformou-se numa lenta tentativa de acordo, que resultou na retirada das análises da pauta. Claramente houve uma super proteção dos jogos, mas isso ficou apenas nas entrelinhas. Enquanto isso, há empresas que mandam os jogos sem titubear assim que são contactadas.

As desenvolvedoras têm seus departamentos de controle de qualidade. Eles são responsáveis por averiguar se um jogo está bom o suficiente para entrar no mercado. Se existem muitos que estacionam nas notas 5, 6 e 7, é resultado do CdQ deles – caso contrário, notas inferiores a isso seriam bem mais frequentes. E mesmo assim, há aberrações que chegam aos consumidores, provavelmente frutos de prazos curtos e/ou verbas limitadas. Você deve mostrar o quanto são ruins? Sem dúvida alguma! Mas entender e mostrar o motivo disso é um acréscimo ao seu texto.

Sim, nós queremos um mercado que ofereça jogos cada vez melhores. Queremos que o cenário atual evolua e dê frutos criativos, inovadores e de muita qualidade. E você, como jornalista de games, está incluso. Faça parte da cena, conheça os papéis e cenários. Não seja só mais um que diz se um jogo é bom ou ruim: vá além e conheça o material que está em suas mãos. Se há jogos baseados em culturas, religiões, literaturas ou teorias científicas, uma análise que leve em consideração o contexto e a produção será muito mais rica e interessante. Pode evitar, por exemplo, que você xingue uma referência mitológica errada quando na verdade foi feita uma licença poética para deixar o jogo mais divertido. Kratos que o diga, e os desenvolvedores que agradecem.

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Os visitantes mais observadores perceberão que o blog ganhou um nome e um subtítulo levemente diferentes. Em vez de:

Jornalismo de Games

Laboratório para jornalistas do entretenimento eletrônico

Agora temos:

Jornalismo de Games Futuro

Laboratório para o núcleo de games da Futuro Comunicação

A mudança deve refletir melhor, de cara, o propósito desse blog, que havia sido explicado na inauguração, mas acabou ficando lá pra trás, gerando confusões.

Dessa forma, também, não fica parecendo pretensioso demais, pois o nome poderia dar a idéia de que a totalidade de jornalistas de games estava nesse blog, quando a realidade é bem outra. A classe é muito bem representada nos amigos da Editora Europa, Digerati, GameTV, UOL Jogos, Outer Space, Finalboss e tantos outros veículos especializados, além de profissionais que escrevem para veículos não especializados, a quem sempre admirei e respeitei.

Assim, que fique claro: Jornalismo de Games Futuro é o blog do núcleo de games da Futuro Comunicação que visa promover um melhoramento nas revistas e site de jogos da empresa, mas também servir de fonte de informação para os transeuntes casuais e aspirantes a jornalistas de games.

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