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Archive for the ‘Internet’ Category

Não tem tanto a ver com o jornalismo de games em si, mas acho que é uma ajuda pra qualquer um. Encontrei num fórum e vim aqui dividir essa sabedoria com vocês, que em maioria são machos. Se vocês tem problemas com namoradas ou esposas que odeiam o seu melhor vício, é imprescindível ler este guia.

(mais…)

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worthnot.jpgworth.jpgHá, sei lá, 20 anos atrás, surgiam as primeiras revistas de videogame. No início, não se levavam a sério, tinham personagens e pilotos em vez de jornalistas, e o destaque era dado às dicas e estratégias. Então Deus foi criando os jogos mais avançados, e com eles vieram também revistas mais parecidas com as que temos hoje: com matérias, previews e reviews. Então Deus viu que era bom… e aparentemente ficou por isso mesmo.

Talvez eu esteja exagerando, mas eu não lembro de ter visto nenhuma grande evolução nos reviews desde que aprendi a ler. O que não necessariamente significa que eles estejam deseperadamente precisando de uma revolução. Até porque eu não conseguiria pensar em como promover uma.

Mas isso nas revistas. Nos sites a história é outra.

Eu não deixo de pensar que nós, jornalistas, não devemos nunca achar que “já está ótimo”. Devemos sempre estar um passo à frente, pensando no futuro e tentando se adequar a ele antes mesmo que ele chegue. E é nos sites que esse futuro chega antes e é experimentado, antes de virar padrão.

Quais as características de um site, que o diferenciam de uma publicação impressa?

  1. Ao contrário das revistas, o texto em um site pode (na teoria) alcançar o tamanho que o jornalista quiser, fazendo com que não seja necessário deixar absolutamente nada de importante para trás.
  2. A internet é multimídia (duh). Podemos colocar quantas imagens quisermos para acompanhar o texto. E isso serve sim para mostrar o jogo em questão, mas a maior utilidade — e mais ignorada — é oferecer um descanso aos olhos do leitor, já que o texto normalmente é maior e a leitura no monitor é bem mais cansativa.
  3. Sites normalmente têm linhas editoriais menos rígidas, de modo que é possível experimentar com o texto e injetar toda a sua personalidade nele.
  4. Texto online permite uma coisa mágica: links. E não apenas links para outras páginas do seu próprio site, mas para qualquer coisa que estiver neste vasto mundo que chamamos de internet. Isso pode proporcionar uma experiência de leitura muito mais vasta ao seu leitor. E não importa pra onde você o mande, ele sempre vai lembrar de onde veio.
  5. O leitor de um site, via de regra, não pagou para ler aquilo. Então ele não se sente obrigado a ler se não quiser. Isso pode ser bom, já que a cobrança é menor, mas também pode significar que o seu texto tem que ser bom o suficiente para a pessoa querer lê-lo. E isso significa ser divertido, envolvente, inteligente e bem amarrado/construído.

(Pausa para um pequeno aviso: peço desculpas antecipadas aos colegas que eu vou inevitavelmente acabar criticando de uma forma ou de outra no próximo parágrafo. Não é nada pessoal!)

Tudo isso faz muito sentido, não? Então por que eu ainda vejo sites copiando tintim por tintim o sistema de avaliação de revistas? Por que ainda têm sites que se prendem à avaliar “Gráfico, Som, Jogabilidade, Replay”, cada um no seu breve e resumido espaço? Por que as (geralmente ótimas) resenhas do Finalboss têm aquele mundo de letras e nenhuma imagem no meio? Por que o UOL Jogos usou a palavra “enfadonho” e a frase “os efeitos sonoros são deveras genéricos” no review de um jogo infantil como Meteos: Disney Magic? Na verdade eu sei por quê. Porque está no Manual de Redação ou porque é a linha editorial do site. Ok, muito bem. Mas a minha humilde opinião é que os pilares fundamentais do jornalismo de entretenimento via internet são design agradável e texto informal.

Tudo isso que eu falei até agora foi basicamente uma introdução para os quatro links que eu queria mostrar: este, este, e principalmete este e este aqui.

O Destructoid é, pra mim, uma aula de como se fazer um site de games (apesar de fugir um pouco do lance dos reviews): o site não se leva a sério, não tem papas na língua, conta com vários editores que têm cada um o seu estilo e que se comunicam entre si e com os leitores nos textos. Têm textos com três ou quatro linhas, mas também têm tratados gigantescos (que não ficam chatos de ler, por causa do tom informal). Um dos meus favoritos nos meus favoritos.

O Games Radar eu achei ontem e fiquei impressionado. O site em si talvez não seja um dos melhores do ramo, mas eles definitivamente acertaram no review. O texto não fica cansativo (como este que você está lendo), porque está dividido em páginas com títulos bacanas e boa visibilidade. Além disso, eles usam telas gigantescamente animais (coisa que não dá pra fazer numa revista), valorizando o jogo em questão. Depois de mostrar uma tela daquele tamanho, nem precisa tocar no assunto “gráficos”. E no fim, no pé da página, dão o serviço completo, desde classificação etária até link para comprar o jogo direto no Amazon.

O Game Critics talvez tenha ido um pouco longe demais na viagem, mas foi o principal motivador desse post. No review de Pokémon Snap (ou seja, há muito tempo atrás), os caras entraram numa neura de querer experimentar observação de pássaros e visita ao zoológico para fazer uma ligação entre a experiência do jogo e da vida real. Aposto que eles só não foram fazer um safári na selva africana porque o site não tinha “borderô”. 😛 Bizarro? Inesperado? Inútil, talvez? Provavelmente os três, mas o resultado foi um texto único, que está sendo mostrado e discutido anos depois de escrito. Dá pra fazer exatamente isso numa revista de games? Talvez não por falta de tempo. Mas ver uma coisa dessas, saber que alguém fez isso, faz a nossa cabeça dar uma viajada. E quem sabe numa dessas a gente pode ter uma idéia genial.

Já o The Wiire começou como um sitezinho de fanboys do então Revolution, mas hoje em dia é o maior exemplo de queda de “paradigmas de review” que conheço. Embarcando no espírito inovador/revolucionário do Wii, o pessoal do site inventou, do zero, um sistema de reviews completamente diferente e impressionantemente eficaz. Pra começar, “se somos um site que pode ser atualizado a qualquer momento, por que temos que fazer o review de uma vez só?”. E aí nasceu o review de três fases. Na primeira, escrita assim que o analista se considera apto a escrever alguma coisa sobre o jogo, são dadas as impressões iniciais, o que funciona logo de cara, as coisas que saltam aos olhos. É um review por si só, voltado para os gamers casuais que fazem parte do grande público da Nintendo. A segunda fase do review é escrita depois que o cara provavelmente já terminou o jogo uma vez, ou então já jogou o suficiente para apontar questões um pouco mais relevantes do que as que importam para o público casual. Já a terceira fase é escrita sem pressa, tipo quase uma semana depois das outras duas, quando o cara realmente já jogou tudo o que podia jogar e sabe exatamente como é o lance do “replay value”. Nessa fase o analista entope o review com todos os detalhes que os jogadores mais hardcore podem se interessar. E é só mesmo nessa terceira fase que o jogo é avaliado numericamente, seguindo um esquema também inédito e próprio (que você pode entender aqui), mas tão eficaz quanto todo o resto.

Idéias assim que eu acho que nós devemos sempre olhar e analisar, para um dia, quem sabe, quando chegar a hora certa e os planetas se alinharem daquele jeitinho tão especial, termos as nossas próprias idéias geniais.

* * *

E eu realmente não sei escrever pouco.

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Refém de um Sorriso

Eu cresci lendo revistas, mas, por incrível que pareça, aprendi a escrever no(s) meu(s) blog(s). Isso me tornou refém e escravo das coisas mais abominavelmente geniais que a internet nos proporciona: the damn friggin’ Smileys.

🙂 😛 😀 😦
Malditos

Neste exato momento, à 01:35 dessa madrugada de domingo para segunda-feira, eu estou com o Google Docs aberto, escrevendo uma materinha sobre o que rolou na GDC 2007, para a EGM Brrrrasil #63. Estou parado particularmente num trecho em que cito o “Wife-o-meter” do mestre Miyamoto. Especificamente um trecho seguinte:

Para falar da importância de fazer games atrativos para pessoas que não jogam, Miyamoto revelou o seu “Wife-o-meter” (algo como “Medidor de Esposa”): uma medida que ele usa para saber se o jogo em questão será um sucesso ou não. Se a sua esposa gostar, tá valendo. Ela gostou de Brain Age e Nintendogs, então o medidor parece funcionar.

Deixando de lado o fato do trecho prestar ou não (eu não acho que “revelou” seja o termo certo e provavelmente o Fabão vai limar a expressão “tá valendo”), percebam que a última frase praticamente não faz sentido se não for terminada com um ” 😛 “. Se não colocar o maldito smiley, parece que eu tô falando sério. Mas não, é uma piada!

O que fazer numa situação dessas? Cortar a frase inteira? Escrever tudo de novo, de um jeito que eu não precise de uma piada pra transmitir a mensagem? Botar na minha cabeça que não se deve querer colocar uma piada numa revista séria? Ou simplesmente usar uma palavrinha que dê um sentido mais leve e descontraído à construção? Nesse caso, QUAL??

E vocês passam por isso? Algum de vocês é escravo desses malditos signos da felicidade (ou tristeza, no caso do 😦 )? O Fabão é um que usa mais smileys do que pontos finais nas frases enquanto conversa pelo MSN, então ele deve saber como se livrar dessa muleta na hora de escrever um texto profissional. No entanto, a opinião de todos é bem-vinda e apreciada.

Debatamos. (Ou não. 😛 )

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O JdG (até a sigla é bacana, olha só) não tem nem meia semana de vida e olha só: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove… dez posts! E todos eles excelentes. O meu 16-BIT tá fazendo praticamente fazendo um ano e eu não sei se tem dez posts bacanas. Como diria Paulo Bonfá:

Que bonito, que alegria, que beleza!!!

Enquanto todos vão de profundas análises sobre o que quer que seja, eu resolvi começar os meus trabalhos aqui nesse aconchegante lar de idéias seguindo o Renato Bueno Way of Life (and Writing). Post pequeno, links relevantes.

Great Games ExperimentVocê conhece o The Great Games Experience? Apesar do nome presunçoso (e longo) demais, é apenas uma rede social voltada para a galera que curte apertar uns botõezinhos de vez em quando. O pessoal da música tem o Last.fm, os com gordurinhas a mais têm o Traineo.com, os gringos têm o MySpace, os fuchiqueiros têm o Orkut… agora os gamers têm o GGE.

Lá você faz o seu perfil (outro) e ganha uma página que você pode personalizar com módulos. Tem módulos de listas, de amigos, de links, de vídeo, de texto, de qualquer coisa. Nem consegui fuçar em tudo. Aí você começa a navegar na seção Games e nota que tem uma certa semelhança com o nosso GameLib, no âmbito de que todos os jogos têm a sua página e as pessoas classificam, escrevem reviews, comentam sobre o jogo e marcam coisas como “Eu já joguei” e “Eu tenho”. É divertido.

Mas o lance mesmo do site (segundo o próprio slogan: “Where gamers and game-makers connect”) é ser um canal de comunicação entre produtoras e jogadores. Quando você cria um perfil, você escolhe se é um gamer, uma produtora ou uma distribuidora, e os perfis são diferentes no que diz respeito a ferramentas de comunicação. É claro que você não vai bater um papo com o pessoal da EA, da Ubisoft ou da Nintendo por lá (se bem que eu não procurei, vai saber…), mas aí entra outra característica forte dessa comunidade: webgames, jogos casuais e o Final Fantasy nosso de cada ano convivem em perfeita harmonia. As produtoras menores, geralmente de webgames em Flash, estão efetivamente usando o serviço para interagir com o seu público-alvo e todos estão felizes e contentes.

Se for dar uma fuçada lá, o meu perfil, como sempre, é stratofabio. Só não repara a bagunça (é sério).

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